sexta-feira, 11 de junho de 2010

iPhone 4 - A refinação de uma fórmula vencedora

Há 3 dias foi lançada, com grande pompa e circunstância, a versão 4 do iPhone.

Como habitualmente acontece, Steve Jobs fez uma apresentação inspirada para uma plateia de fãs da marca, conseguindo colher um aplauso a cada nova característica apresentada, mesmo quando esta tinha pouco ou nada de inovador. Sem dúvida, a marca de um grande orador!

Fazendo uma análise mais criteriosa das características de hardware do novo iPhone temos:

- Um novo ecrã, designado com o nome de "Retina Display". Este ecrã tem uma densidade de pixels 4 vezes superior à do iPhone 3GS o que, a uma distância de utilização de cerca de 30 cm (12'') faz com que a resolução seja equiparada à de uma retina humana típica. Isto significa não só que o utilizador não deverá ser capaz de distinguir pixelização no ecrã, dando a ilusão de uma imagem "perfeita" em termos de resolução, mas também que não deveremos ver aumentos de resolução em versões futuras do iPhone, já que tal não iria resultar numa melhor experiência de utilização;

- Uma câmara na face frontal do iPhone, designada de "Face Time". Esta não tem nada de inovador, é apenas uma câmara para ser usada em videoconferências à semelhança do que já acontece com qualquer telemóvel 3G, sendo que no iPhone esta apenas deverá ser suportada para utilizadores que tenham acesso a uma rede WiFi;

- Uma nova câmara de 5 MP e flash de LED. A câmara do 3GS sofreu uma remodelação considerável e conta nesta versão com uma resolução máxima de 5MP e de um pequeno flash de LED situado imediatamente ao lado da lente. O zoom continua a ser apenas digital;

- Uma nova bateria, com mais 19% da capacidade. Os números adiantados referem de 7 h horas de conversação 3G, 6 horas de navegação na internet com 3G, 10 com WiFi, 40 horas de playback de audio, 10 de vídeo e 300 horas em standby. Considerando que um iPhone é fundamentalmente um pequeno computador de bolso (há quem lhe chame um iPad Mini), são números impressionantes;

- Um giroscópio. Este pequeno dispositivo permite ao iPhone detectar pequenas variações na orientação e no movimento do dispositivo que não eram anteriormente detectadas pelos acelerómetros ou pela bússola, obtendo uma precisão sem precedentes. A título pessoal, creio que esta é a característica mais importante e inovadora do iPhone 4, com um potencial imenso, já que actualmente a grande limitação existente na criação de aplicações de realidade expandida, em que seria possível ver informação sobreposta a imagens captadas pela câmara em tempo real (imagine, por exemplo, estar a passear numa cidade que desconhece e sempre que apontasse o iPhone para um monumento obtinha sobreposta à imagem do edifício informação acerca deste ou instrucções para encontrar o metro mais próximo), é a falta de precisão dos sensores de posição. É de esperar vermos aparecer nos meses mais próximos novas aplicações de realidade expandida para esta plataforma que vão certamente fazer do iPhone 4 um item tão desejável quanto o foi o primeiro iPhone;

- Um novo design. Para os fãs este não é certamente um elemento a descurar e a Apple soube estar à altura, apresentando um desenho completamente novo. Botões de som redondos, corpo mais paralelipipédico e menos arredondado, uma estrutura base metálica que também serve de antena com duas faces de vidro (veremos se as costas do telemóvel não vão sofrer de riscos excessivos) e uma qualidade de construcção que não deixa nada a desejar. Mas, neste campo, nada como ver com os próprios olhos.

Fazendo um resumo, a nova versão não será tão inovadora no global quanto o foi o primeiro iPhone, representando na maioria dos casos meras melhorias incrementais ao que os anteriores já tinham. A notória excepção é a inclusão do giroscópio que, como indiquei, tem o potencial de revolucionar a utilização do telemóvel, mas resta ver se este potencial se virá a realizar. Ainda assim, com esta versão a Apple destaca-se novamente da concorrência ao nível do hardware e lidera de novo a inovação neste campo.

No próximo artigo irei abordar as novidades trazidas pela nova versão de sistema operativo apresentada, o iOS4, que promete algumas novidades muito interessantes.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Informação de voos em tempo real

Existem algumas aplicações pagas que permitem obter informação em tempo real relativa ao estado de um voo.

Um exemplo destas aplicações é a suite Flight Track, da Mobiata, que dependendo das versões permite inclusivamente o uso da funcionalidade de push do iPhone (não esquecer que esta necessita que as notificações estejam activadas, o que terá impacto no tempo de vida da bateria), que certamente será muito útil para qualquer profissional do ramo do turismo para quem controlar a hora de chegada de um voo é uma tarefa diária essencial.

Para os restantes que apenas querem pontualmente controlar a chegada de um voo, podem apontar o Safari do vosso iPhone para o serviço Flight Stats, onde encontramos uma interface que emula o aspecto geral das aplicações iPhone para consultar qualquer voo no Mundo.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Shazam - O sonho de qualquer apreciador de música

Para dar resposta áquela situação extremamente irritante que é ouvirmos na rádio uma música que adoramos mas que não fazemos a mínima ideia do nome ou de quem a toca, existe um software para os nossos euFones que resolve na perfeição este problema: o "Shazam".

O conceito não poderia ser mais simples. Arranca com o programa, inicia uma pesquisa de música, aproxima o microfone do teu euFone (que, para quem não sabe, encontra-se no rebordo inferior direito do aparelho) da coluna onde estás a ouvir a música durante alguns segundos, aguarda pela pesquisa e... já está! Não só vem identificada a música, como surgem uma série de opções adicionais, como a visualização da música no YouTube, caso exista, a possibilidade de comprar o album no iTunes e mais algumas opções interessantes.

A interface é extremamente intuitiva, como se pode observar nos ecrãs que se seguem:

Quando se arranca com a aplicação, surge-nos o ecrã inicial com a última música que pesquisámos. Basta carregar no botão do canto superior direito, que diz "Tag Now" para começarmos a pesquisa:



Após o início da pesquisa, surge um círculo pulsante em crescendo que nos indica que está a ser gravado um clip do áudio para pesquisa. Quando termina, o euFone vibra:



Após alguns segundos, é-nos dada informação sobre a música, juntamente com um conjunto de opções úteis, como ver a música no YouTube, comprá-la no iTunes ou enviar a identificação da música a um amigo:



Simples e eficaz, como deveria ser todo o software para os nossos euFones.

E o preço? O melhor de tudo, gratuito!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Atalho para o iTunes com o iPhone bloqueado

Estamos a ouvir uma excelente selecção musical no nosso iPhone quando de repente surge uma música menos feliz, daquelas que quando alguém tropeça nela no meio da nossa playlist gostamos de fingir que foi por acidente que lá foi parar. Lá vamos à rotina de desbloquear o telemóvel, avançar para a próxima música, bloquear o telemóvel...

Felizmente esta questão foi pensada (ao contrário de outras, como o copy-paste, mas não entremos por aí...), e a funcionalidade básica do iTunes encontra-se disponível mesmo quando o telemóvel se encontra bloqueado. Os botões de aumento e redução do volume funcionam e se com o ecrã desligado pressionarmos o botão de Home (o do quadrado) 3 vezes seguidas (2, caso o ecrã esteja ligado a apresentar o wallpaper, indicando que o telemóvel se encontra bloqueado) surgem os controlos básicos do iTunes, permitindo-nos parar a reprodução, avançar e recuar músicas na playlist.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Desinstalar aplicações e mover ícones no iPhone

Para desinstalar aplicações ou mover ícones no iPhone basta pressionar qualquer ícone do ecrã principal, mantendo o ícone pressionado cerca de 2 segundos.

Todos os ícones começarão a balançar-se que nem uma escola de samba, sendo que:
  1. Para mover ícones basta arrastá-los com o dedo para o novo local pretendido;
  2. Para desinstalar aplicações que não façam parte do "pacote" inicial de aplicações do iPhone basta pressionar a cruz ( "x" ) que se encontra no canto superior direito do ícone respectivo.
Simples, não é?

"I am rich" removido da AppStore

Um programador chamado Armin Heinrich desenvolveu uma aplicação maravilhosa... para o bolso dele. Chama-se "I am rich" e por apenas 1000$, cerca de 700€ ao câmbio actual, 6 potenciais compradores poderiam disfrutar de um screensaver com algo que se assemelha a um rubi a brilhar sobre um fundo preto e que, quando pressionado o "i" de informação, toca um mantra que supostamente ajuda nos negócios, o que certamente será útil para qualquer pessoa que acha que 700€ por uma aplicação destas é um bom investimento.

O que é estranho é o facto de a Apple ter mantido esta aplicação (ainda que por cerca de 24h) no seu site enquanto recusa colocar aplicações bem mais úteis e baratas, como o Mail Wrangler, recusado recentemente por supostamente duplicar muita da funcionalidade do Mail.app que vem gratuitamente com o iPhone.

Mas mais estranho ainda é que, nas 24 horas que existiu na AppStore, o programa não só ter vendido as 6 unidades disponíveis como, após a sua retirada, terem surgido várias reclamações de clientes que pretendiam comprar a aplicação e não a encontravam!!

Parece que a Apple descurou aquele segmento do mercado com excesso de dinheiro e miolos a menos...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Análise do Air Sharing

Durante as duas semanas iniciais do lançamento do seu software de partilha de disco através de WiFi, o "Air Sharing", a Avatron Software decidiu oferecer o produto pelo que, como sou um orgulhoso português e que quer 17 de tudo o que fôr gratuito, resolvi dar uma vista de olhos.

O objectivo desta aplicação é partilhar o disco interno do iPhone através de uma ligação WiFi, permitindo que este seja mapeado como uma drive de rede no Windows, OS X ou Linux (através do SAMBA).

O uso do programa não poderia mesmo ser mais simples. Após a instalação, basta arrancar com a aplicação para que nos surja um ecrã com toda a informação relevante, nomeadamente:

1. As pastas disponíveis. O Air Sharing cria por omissão uma pasta chamada "Public" e uma chamada "Samples";

2. Qual a ocupção do disco e o espaço disponível;

3. Qual o IP através do qual é possível aceder ao disco partilhado;

4. Botões para aceder à Ajuda, configurações de rede e configurações gerais da aplicação, todos com ícones auto-explicativos.



O Air Sharing suporta a visualização de vários formatos de ficheiros, pelo que navegando pelas pastas que são apresentadas é possível ver não só quais os ficheiros disponíveis como abri-los e visualizá-los, o que é bastante agradável por não nos obrigar a sair da aplicação para o fazer.

As configurações possíveis são bastante simples mas permitem bastante flexibilidade quanto ao comportamento de partilha pretendido. É possível, por exemplo, definir uma password de acesso, mostrar ou ocultar extensões e ficheiros escondidos e inclusivamente desligar a funcionalidade de sleep do iPhone para garantir um funcionamento ininterrupto, ideal quando o iPhone se encontra ligado ao carregador.



Qualquer questão que possa surgir na configuração ou utilização da aplicação está profusamente detalhada nas instrucções de uma forma simples e legível, ainda que estas estejam lamentavelmente apenas disponíveis na língua inglesa (eu tinha que dizer esta, isto é um blog Tuga).

Mas tudo isto acabam por ser detalhes, já que o que faz o Air Sharing realmente brilhar é o facto de, uma vez arrancada a aplicação, bastar inserir no browser do nosso computador com placa WiFi o IP indicado no ecrã inicial e... já está! Todos os ficheiros que se encontram no disco imediatamente disponíveis.

Infelizmente através do acesso web pelo browser apenas é possíve aceder e não fazer upload de ficheiros. Para ter um acesso total ao disco é necessário mapeá-lo como uma drive de rede, o que está explicado nas instrucções passo-a-passo.

Nos teste realizados o mapeamento da drive de rede com o Windows Vista correu sem precalços. No entanto, apesar de a retirada de ficheiros decorrer normalmente, obtivémos erros ao tentar fazer o upload de, pelo que esta funcionalidade não deverá ser considerada disponível, ficando limitado à colocação de ficheiros com recurso ao cabo. Caso encontre forma de contornar esta questão farei um post acerca do tema.

Ainda assim, e considerando que para já se trata de um software gratuito, o Air Sharing foi uma agradável surpresa pela facilidade de utilização e promete ser muito útil para utilização em ambiente empresarial em que não é incomum a necessidade de partilhar ficheiros de grandes dimensões com os participantes de uma reunião.

O bom:
O preço :)
Tremenda facilidade de configuração
Possibilidade configurar passwords e outros detalhes do acesso
Visuzlização de ficheiros sem necessidade de sair da aplicação

O mau:
Vai deixar de ser gratuito :(
Problemas no upload de ficheiros limitam a utilidade
Instrucções apenas em inglês

Nota final: 4/5